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Inflação Real vs. IPCA oficial

O nosso cálculo da inflação real do custo de vida — cesta fixa de essenciais — ao lado do IPCA oficial (IBGE), mês a mês e acumulado. Índice independente do Rico aos Poucos, metodologia aberta; não é índice oficial nem recomendação.

Região

Período

Inflação acumulada no período · até
Nossa Inflação (nossa cesta)
IPCA oficial (IBGE)

Custo de vida

Quanto R$ 100 viraram no período (definido no filtro do topo), seguindo cada índice. As linhas começam em 100 no início do período.

Toque na legenda para mostrar/ocultar. Escala logarítmica (inclinações iguais = ritmos de alta iguais). Passe o mouse/dedo no gráfico para ver os valores.

Mês a mês: a nossa vs. a do governo

Quanto subiu em cada mês na nossa cesta e no IPCA oficial do governo (IBGE), com o acumulado de 12 meses ao lado. A primeira linha é o próximo mês (ainda não divulgado): mostramos quando sai, a projeção da nossa inflação e, para o IPCA, a prévia oficial (IPCA-15) quando já saiu — ou a expectativa do mercado (Focus) antes disso. Toque numa linha para o detalhe.

MêsNossaIPCAAcum. 12m

“Nossa” = variação mensal da nossa cesta fixa. “Governo” = IPCA oficial do IBGE. O acumulado 12m mostra nosso/IPCA empilhados. Abaixo do IPCA de cada mês, “esp.” é a expectativa do mercado que havia para aquele mês (mediana do Boletim Focus/BCB) — dá pra ver se a inflação veio acima ou abaixo do esperado. No próximo mês, “IPCA-15” é a prévia oficial do IBGE (sai ~dia 25, antes do número final).

Onde a inflação mais doeu

Variação por cesta no período selecionado.

Item por item: o que subiu (e quanto)

Cada item que compõe a cesta, com a evolução do preço no período selecionado. Leia assim: "R$ 100 no início do período → R$ X no fim". Toque numa cesta para abrir.

Base: variação oficial de preço de cada subitem do IPCA (IBGE). Não é o preço absoluto de um produto específico, e sim quanto o item encareceu — por isso o formato "R$ 100 → R$ X".

Preços que coletamos direto na fonte

Coleta primária independente — preço efetivo na bomba, no botijão, na conta de luz e no atacado. Atualizado automaticamente.

Como o índice é calculado (e por que dá pra confiar)

A verdade que ninguém te conta: uma cesta fixa mede mais inflação que o IPCA cheio, não menos. O IPCA aplica "substituição" (quando a carne sobe, ele assume que você passa a comprar a mais barata) e ajuste de qualidade. Aqui a cesta não muda — por isso nosso número é maior. Não é o governo mentindo: é a diferença entre "custo de se virar" e "custo de manter o mesmo padrão".

Metodologia

Usamos a fórmula de Laspeyres de cesta fixa — a mesma família do IPCA e do ICV-DIEESE. Dentro de cada subíndice (ex.: a cesta de carne, com três faixas + frango + industrializados), os itens entram por média geométrica com peso igual, exatamente como o IBGE faz. As cestas são somadas por pesos congelados, baseados na estrutura de gasto das famílias (POF/IBGE), mas que nunca mudamos — essa é a garantia anti-manipulação.

Pesos da cesta (fixos)

    De onde vêm os preços

    O dado de preço mais granular e automatizável do Brasil é oficial — e o preço bruto (o litro na bomba, a tarifa homologada) é muito mais difícil de "maquiar" do que o índice agregado. Então fazemos o honesto: preço oficial, metodologia nossa.

    • Espinha dorsal: variação mensal por subitem do IPCA (IBGE/SIDRA tabela 7060).
    • Combustíveis e gás de cozinha: ANP — preço de revenda coletado por lei em centenas de municípios.
    • Energia elétrica: ANEEL — tarifas residenciais homologadas das distribuidoras.
    • Alimentos no atacado: CEPEA/ESALQ — referência de preço físico do agro (boi, frango, arroz, café...).

    Brasil e Sul

    O IPCA não tem recorte por estado. O recorte regional possível é por região metropolitana — usamos a Grande Porto Alegre (proxy do RS) e a Grande Curitiba para compor o "Sul". A ANP, essa sim, tem preço por estado — então no painel de combustível/gás você vê o número do RS de verdade.