A cotação do RECR11 é atualizada automaticamente durante o pregão da B3, refletindo o último negócio registrado. Em 23 de junho de 2026, o papel fechou a R$ 80,70, negociando com P/VP de 0,91 — ou seja, com desconto de 9% em relação ao valor patrimonial de R$ 88,42 por cota. O volume médio diário nos últimos 21 pregões foi de R$ 2,1 milhões, tornando o RECR11 um dos FIIs de papel mais líquidos da bolsa.
A máxima histórica do fundo foi de R$ 106,40, atingida em julho de 2021, e a mínima histórica registrada foi de R$ 67,20 em dezembro de 2024 — durante a crise sistêmica dos FIIs de papel high yield. A cota atual de R$ 80,70 representa recuperação de 20% em relação à mínima, mas ainda está 24% abaixo da máxima histórica e 19% abaixo do IPO de R$ 100. Para dividendos e análise de valor, o site mantém seções dedicadas.
O RECR11 é o FII REC Recebíveis Imobiliários, um Fundo de Investimento Imobiliário de papel do tipo multicategoria. Isso significa que ele não investe diretamente em imóveis físicos, mas em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) — títulos de renda fixa lastreados em fluxos de pagamentos do setor imobiliário. É como um fundo de renda fixa imobiliária, mas com gestão ativa: a equipe da REC compra e vende CRIs regularmente em busca de melhores spreads.
O fundo foi lançado em dezembro de 2017 como UBSR11 (UBS/BR Recebíveis Imobiliários) e em agosto de 2018 foi renomeado para RECR11 após a migração da administração para a BRL Trust DTVM e a entrada da REC Gestão de Recursos como consultora de investimentos. Hoje, com R$ 2,34 bilhões de patrimônio líquido e 173.918 cotistas, é um dos maiores FIIs de papel da B3 — representando 1,37% do IFIX.
O segmento é papel multicategoria: ao contrário de fundos high grade puros (que só investem em CRIs com devedores AAA), o RECR11 mescla operações de diferentes perfis de risco e setores — daí a classificação multicategoria. Isso permite capturar spreads mais altos em operações mid-grade sem concentrar o risco em um único devedor.
A carteira do RECR11 é composta por 100 ativos: 98 operações de CRI (90% do PL), 6 FIIs de papel (4%), 1 imóvel direto — o Edifício Morumbi Plaza em São Paulo, recebido em dação em pagamento no caso Olimpo (3% do PL) — e caixa em renda fixa (3%). Os CRIs estão distribuídos em 14 estados e 9 setores de devedores.
O maior devedor individual, Realiza Empreendimentos, representa apenas 5,2% do PL. Os 10 maiores devedores juntos cobrem apenas 22% do patrimônio. O índice HHI de 0,013 é um dos menores entre FIIs de papel da B3 — o que significa que mesmo um default relevante tem impacto limitado nos dividendos.
A taxa média de aquisição é IPCA+ 8,58% (57% da carteira) e CDI+ 5,10% (14%). Há também operações sem variação negativa de IPCA (26%). A duration média da carteira é de 3,9 anos — ou seja, metade dos CRIs vence ou é reciclada nos próximos quatro anos.
O RECR11 é administrado pela BRL Trust DTVM e tem como consultora de investimentos a REC Gestão de Recursos S.A., responsável por todas as decisões de alocação. A REC foi fundada em 2014, possui R$ 3,5 bilhões sob gestão em 7 fundos e é especializada em renda fixa imobiliária — com foco em estruturação de CRIs com garantias robustas (alienação fiduciária e fundo de reserva são padrão em todas as operações do RECR11).
A estrutura de taxas é simples e sem performance: taxa de administração de 0,20% ao ano sobre o PL e taxa de consultoria de 1,00% ao ano, totalizando 1,20% ao ano. Não há taxa de performance, o que torna o custo previsível e independente do desempenho do book. Para referência, pares como FTCA11 cobram 1,30% e EQIR11 cobra 1,50%.
Em janeiro de 2026, o fundo contratou a XP Investimentos como formador de mercado, o que elevou o volume médio diário de R$ 1-2 milhões para R$ 2,1-3,2 milhões e reduziu o spread bid-ask — facilitando a entrada e saída de posições maiores.
Com patrimônio líquido de R$ 2,34 bilhões (maio de 2026), o RECR11 é um dos maiores fundos de papel da B3. Ao todo, são 26,4 milhões de cotas em circulação, distribuídas entre 173.918 cotistas — base de investidores expressiva que reflete a popularidade do fundo. O peso no IFIX é de 1,37%.
O valor patrimonial por cota (VP) é de R$ 88,42, calculado a partir do PL dividido pelo número de cotas. A cotação atual de R$ 80,70 representa um desconto de 9% sobre esse valor — o P/VP de 0,91. Historicamente, o fundo já negociou com prêmio (P/VP acima de 1) em períodos de Selic mais baixa, e a expectativa de cortes ao longo de 2026 pode reaproximar a cota do VP.
Para informações sobre dividendos mensais e o histórico de rendimentos, acesse a seção específica de dividendos do RECR11. Para análise completa com riscos e recomendação, acesse a página de análise.
O RECR11 é o FII REC Recebíveis Imobiliários, um fundo de papel multicategoria com R$ 2,34 bilhões de patrimônio e 98 CRIs ativos. É administrado pela BRL Trust DTVM e gerido pela REC Gestão de Recursos, com distribuições mensais isentas de IR.
O valor patrimonial por cota (VP) do RECR11 é de R$ 88,42 em maio de 2026. Com a cotação atual de R$ 80,70, o P/VP é de 0,91 — desconto de 9% sobre o patrimônio real do fundo.
Os relatórios gerenciais e informes mensais do RECR11 são publicados no FundosNet (portal da CVM) pela administradora BRL Trust DTVM. O Relatório Gerencial mais recente é referente a maio de 2026 (ID 1223xxx).
A máxima histórica do RECR11 foi de R$ 106,40 em julho de 2021. A mínima histórica foi de R$ 67,20 em dezembro de 2024, durante a crise sistêmica dos FIIs de papel high yield. A cota atual de R$ 80,70 está no patamar de recuperação pós-crise.
Em dezembro de 2024 o RECR11 atingiu a mínima histórica de R$ 67,20 — queda de 24,9% desde o pico móvel. A causa foi a crise sistêmica dos FIIs de papel HY (DEVA11/HCTR11) e a elevação da Selic para 14,75%, que pressionou todo o segmento. O fundo se recuperou para R$ 80+ ao longo de 2025.