A cotação do PCIP11 é atualizada em tempo real durante o pregão da B3. O último fechamento registrado foi de R$ 78,96 em 10 de julho de 2026. O valor patrimonial da cota (VP/cota) é de R$ 92,88, apurado em maio de 2026, o que resulta num P/VP de 0,85 — ou seja, o fundo negocia com um desconto de aproximadamente 15% sobre o valor intrínseco dos ativos.
Para o investidor, esse desconto significa que, ao comprar cotas do PCIP11 pelo preço atual, está adquirindo R$ 92,88 de ativos (CRIs, FIIs e caixa) por R$ 78,96. Historicamente, o PCIP11 e seu antecessor CVBI11 tendem a negociar próximos à paridade patrimonial (P/VP entre 0,95 e 1,05). O desconto atual de 15% reflete os ruídos dos últimos meses: queda do DPS pós-consolidação e impacto contábil do CRI Cortel. O patrimônio líquido total é de R$ 1,58 bilhão, distribuído entre 17,01 milhões de cotas detidas por 113.410 cotistas — 99,7% deles pessoas físicas.
O PCIP11 (Pátria Crédito Imobiliário Índice de Preços FII) é um fundo de investimento imobiliário do segmento de papel, especializado em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) de perfil high grade indexados ao IPCA. É administrado pela BRL Trust e gerido pela Pátria-VBI Securities, braço de Real Estate da gestora Pátria Investimentos.
O fundo foi criado em setembro de 2019 sob o nome VBI CRI (CVBI11), captando inicialmente R$ 83,5 milhões. Ao longo de 8 emissões subsequentes, o patrimônio cresceu até atingir R$ 1,07 bilhão. O ponto de inflexão foi agosto de 2025, quando o CVBI11 incorporou os fundos PLCR11 (Pátria Logística) e BARI11 (Bari Recebíveis Imobiliários) em uma única operação de consolidação — dobrando o PL para R$ 1,58 bilhão e ampliando a carteira de 60 para 107 CRIs. O fundo foi renomeado para PCIP11 em 24 de setembro de 2025.
O objetivo da consolidação foi criar escala para reduzir o custo por cota, aumentar a liquidez (volume médio diário subiu para R$ 4,3 milhões) e diversificar ainda mais a carteira — que hoje abrange 14 segmentos setoriais, de varejo e residencial a logística, educação, hotéis e deathcare.
A carteira do PCIP11 é composta por 119 ativos no total: 107 CRIs, 4 operações estruturadas (via FIIs próprios da Pátria) e posições em 8 FIIs listados. A alocação por indexador é: 90% IPCA+, 6% CDI+, 2% IGP-M e 2% pré-fixado — o que define o perfil do fundo como proteção contra inflação, não contra juros nominais.
A taxa média de carregamento da carteira é de IPCA+10,5% ao ano, com duration médio de 3,4 anos. O LTV (loan-to-value) mediano é de 52%, indicando que os imóveis dados em garantia valem, em média, quase o dobro do saldo devedor — margem confortável para execução em caso de inadimplência. A distribuição setorial é diversificada: varejo (21%), residencial (15%), pulverizado (12%), logística (11%), loteamento (9%) e shoppings (8%), além de 24% em outros setores (energia, hotéis, saúde, educação e deathcare).
Os top-10 devedores concentram aproximadamente 33% do PL — elevado em termos absolutos, mas significativamente menor do que os 47,6% que existiam antes da consolidação em julho de 2025.
A Pátria Investimentos é uma das maiores gestoras de ativos alternativos da América Latina, com mais de R$ 289 bilhões sob gestão global e presença em 4 continentes. A unidade de Real Estate, responsável pelo PCIP11, gere mais de R$ 38 bilhões em ativos imobiliários e conta com mais de 30 FIIs listados na B3 — sendo a maior gestora independente de FIIs do Brasil em volume gerido.
A estrutura de custos do PCIP11 é uma das mais enxutas do segmento: 1,00% ao ano sobre o valor de mercado, sem taxa de performance. Esse modelo é menos comum entre os grandes FIIs de papel — concorrentes como KNCR11 (1,08% + performance de 20% sobre CDI) e KNIP11 (1,08% + performance) cobram tanto a taxa fixa quanto a variável. A auditoria independente é conduzida pela PricewaterhouseCoopers (PwC).
Como o PCIP11 é o resultado da renomeação do CVBI11 em setembro de 2025, o histórico de preços comparável ao ticker atual começa a partir dessa data. A mínima pós-consolidação foi de R$ 78,00, registrada em 13 de outubro de 2025 — coincidindo com o período de maior pressão sobre os FIIs de papel IPCA durante a abertura dos juros longos no fim de 2025. A máxima pós-consolidação foi de R$ 86,45, em 8 de maio de 2026, quando o mercado antecipava o início dos cortes de Selic e o IPCA mostrava aceleração pontual.
A cotação atual de R$ 78,96 está praticamente na mínima do período pós-consolidação, o que explica em parte o desconto patrimonial de 15%. Investidores que monitoram o PCIP11 devem observar que a cota patrimonial segue num patamar estável de R$ 92-93 — o desconto é de preço de mercado, não de deterioração dos ativos subjacentes. Para análise completa de dividendos pagos e projeções, explore as seções dedicadas no site.
A cotação do PCIP11 é atualizada em tempo real durante o pregão. O último fechamento foi de R$ 78,96 (10/07/2026). O valor patrimonial da cota é R$ 92,88, representando um desconto de 15% (P/VP 0,85).
Com P/VP de 0,85, o PCIP11 negocia com 15% de desconto sobre o valor patrimonial de R$ 92,88. Para um FII de papel high grade com gestão Pátria e carteira diversificada em 107 CRIs, esse desconto é historicamente elevado, o que alguns analistas consideram uma oportunidade tática de entrada.
Sim. O PCIP11 é o nome atual do antigo CVBI11 (VBI CRI), renomeado em 24 de setembro de 2025 após a consolidação com PLCR11 e BARI11. O CNPJ permanece o mesmo: 28.729.197/0001-13.
O gestor é a Pátria-VBI Securities Ltda., unidade de Real Estate da Pátria Investimentos — maior gestora independente de FIIs do Brasil, com mais de R$ 38 bilhões em Real Estate e mais de 30 FIIs listados na B3.
Não. O PCIP11 cobra apenas 1,00% ao ano sobre o valor de mercado, sem taxa de performance — diferente de muitos pares do segmento que cobram 20% sobre o excedente do benchmark.