Recomendação: ACUMULAR · Nota 7,0/10
Atenção: a maior posição do fundo (Nativa, ~9,7% do patrimônio) renegociou o pagamento duas vezes em menos de um ano e a cooperativa Cotribá entrou em recuperação judicial em abr/2026, afetando ~4,4% do fundo — os dois seguem com garantias, mas exigem monitoramento.
O EGAF11 empresta dinheiro para distribuidoras de insumos agrícolas (sementes, fertilizantes, defensivos) e repassa os juros para você todo mês, sem imposto de renda para pessoa física. A gestora Ecoagro tem histórico sólido desde 2007, mas cobra caro: 1,2% ao ano + 10% do que render acima do CDI.
O dividendo de R$ 1,40/mês (DY ~18% ao ano) é sustentável — vem de juros reais de 39 operações, não de devolução de capital —, mas vai cair com a Selic (projeção: faixa R$ 1,10–1,25 nos próximos 12 meses). A cota está 16% abaixo do patrimônio real por cota (R$ 83,49 vs R$ 99,19), criando potencial de valorização adicional além dos juros.
Serve para quem busca renda mensal isenta com risco de crédito controlado no agro, aceitando taxas altas e dividendo menor à medida que os juros caem. Evite se não tolera alavancagem ou quer DPS crescente. Veredicto: ACUMULAR — crédito de qualidade acima da média; monitore Nativa e Cotribá.
A tese do EGAF11 assenta em três pilares: (i) crédito agro de alta qualidade — 87% em séries seniores com subordinação de 20-50%, garantias pulverizadas e inadimplência reportada zero; (ii) concentração na cadeia de insumos (88% do PL), o elo mais resiliente do agro, com veto explícito a produtor rural direto; e (iii) DY elevado e isento (19,0% 12m sobre o preço, ~17,2% sobre o VP) com cota a P/VP 0,90.
Os contrapontos são de custo e de ciclo, não de crédito: taxa de 1,2% a.a. + performance de 10% sobre CDI+1%, alavancagem via compromissada reversa (carteira a 108,8% do PL) e dependência de CDI num ciclo de Selic em queda que comprime o DPS nominal. É um Fiagro de papel para quem quer renda isenta com risco de crédito baixo e diversificado, aceitando taxas acima da média e a aritmética da queda dos juros.
Nossa leitura do EGAF11 hoje é ACUMULAR, com nota 7,0/10. Essa nota não é do gestor nem do administrador: é a avaliação editorial do Rico aos Poucos, feita a partir dos documentos que o fundo publica na CVM. Abaixo está o que sustenta essa posição — e o que a contraria.
Ecoagro com o maior DY do topo (18,3%) e carteira concentrada na cadeia de insumos (88% do PL). A taxa total elevada (1,2% adm + 10% perf) e a alavancagem via compromissada reversa (108,8% do PL) o mantêm na sexta posição, logo atrás dos líderes.
Segurança em FII não é sim ou não — é o tamanho do risco que você aceita. O EGAF11 tem perfil de risco medio. O que isso significa na prática:
| Componente | Nível |
|---|---|
| Concentração | 2,5 |
| Volatilidade do preço | 2,5 |
| Volatilidade do dividendo | 3,0 |
| Liquidez | 2,5 |
| Risco do ativo subjacente (crédito) | 2,5 |
| Risco financeiro/governança | 3,0 |
A taxa de performance (10% sobre o que exceder CDI+1%) corrói parte do excedente justamente nos meses bons. Em fundo que entrega CDI+4,75%, o custo total efetivo é mais alto do que os 1,2% nominais de administração sugerem.
A alocação a 108,8% do PL via compromissada reversa (R$ 30 Mi) acrescenta rentabilidade quando o spread > custo do funding, mas amplifica perdas e cria risco de rolagem caso a liquidez do mercado de repo aperte.
88% na cadeia de insumos e ~42% em soja. O setor de insumos brasileiro passou por estresse em 2024-2025 (Lavoro, Agrogalaxy, Belagrícola). O EGAF11 não tem exposição direta, mas um novo evento setorial sistêmico pressionaria várias revendas simultaneamente.
Como 98% é CDI+, a queda da Selic (14,75% → Focus 12,25% no fim de 2026) reduz o DPS nominal mês a mês. O DY de 19% de hoje é função do CDI elevado atual e tende a recuar para ~15-16%.
A cota de mercado tem oscilado pela percepção de risco do setor agropecuário, mesmo com a carteira adimplente. Volatilidade de marcação independe da qualidade do crédito no curto prazo.
| Cenário | Descrição |
|---|---|
| favoravel | Selic em ~12% estabiliza, o setor de insumos não dá novos sustos e a cota converge ao VP (R$ 99). Retorno total de ~11% de marcação + ~16% de DY = ganho expressivo em 12m. |
| favoravel | Gestão recicla vencimentos 2026-2027 em CRAs com spread igual ou melhor, mantém inadimplência zero e o PL cresce via novas emissões. DPS sustentado em R$ 1,30-1,45. Cota R$ 95-99. |
| desfavoravel | Selic cai mais rápido que o esperado e o DPS nominal recua para R$ 1,05-1,20. DY cai para ~14-15%. Cota lateral em R$ 88-92. |
| desfavoravel | Estresse sistêmico no setor de insumos atinge 1-2 devedores da carteira, forçando provisão/stop accrual. DPS cai e a cota recua para R$ 82-86 até a resolução das garantias. |
O EGAF11 (Ecoagro I Fiagro) encerra mar/2026 com PL de R$ 310,6 milhões, 12.197 cotistas e 39 ativos (37 CRAs + 2 FIDCs), com alocação a 108,83% do PL via compromissada reversa (funding de R$ 30 Mi) e spread médio de CDI+5,03% (emissão). A distribuição mensal oscila entre R$ 1,06 e R$ 1,58, com DY 12m de 19,0% sobre o preço (~17,2% sobre o VP), isento de IR para PF. A carteira é dominada pela cadeia de insumos (88% do PL), com séries seniores (87%, subordinação de 20-50%), cotas únicas com alienação fiduciária de garantia real (13%), cessão fiduciária de recebíveis em razões de 100% a 150% e mais de 38,9 mil clientes elegíveis subjacentes. O fundo cresceu de ~613 cotistas no IPO (dez/2021) para 12.197, e o lucro líquido subiu de R$ 38,1 Mi (FY2024) para R$ 47,2 Mi (FY2025, R$ 15,08/cota).
O grande diferencial é a qualidade do crédito: a gestão (Ecoagro + Multiplica, administração Vórtx, sem trocas de marca desde o IPO) reporta inadimplência virtualmente zero, fruto de uma tese disciplinada — rating proprietário investment grade, garantias pulverizadas, veto explícito a produtor rural direto e foco no elo mais resiliente do agro. Em um segmento onde pares carregam de 2% a 8% de inadimplência, o EGAF11 entrega o maior DY do grupo (19,0%) com qualidade superior. Os contrapontos são de custo e ciclo: taxa de administração de 1,2% a.a. somada a performance de 10% sobre o que exceder CDI+1% (estrutura cara), alavancagem via compromissada reversa (108,8% do PL, que amplifica resultados nos dois sentidos) e dependência quase total do CDI (98% da carteira), que comprime o DPS nominal num ciclo de Selic em queda.
Olhando para frente, o EGAF11 é uma tese de renda isenta de qualidade. O desconto de 9,6% no P/VP (cota R$ 89,61 vs VP R$ 99,18) oferece margem de segurança e upside de marcação de ~11% se a cota convergir ao VP, tendo o VP como teto natural. O principal risco não é de crédito — é a aritmética do CDI: com o Focus projetando Selic em ~12,25% no fim de 2026, o DPS nominal deve recuar para a faixa R$ 1,10-1,25, levando o DY de 19% para ~16%. O risco latente é setorial: 88% em insumos e ~42% em soja num setor que passou por estresse em 2024-2025 — até aqui sem contaminar a carteira. Para o investidor, é um dos Fiagros de papel mais sólidos do mercado: DY alto e isento, crédito bem garantido e desconto sobre o VP, em troca de taxas acima da média e da compressão nominal de DPS que vem com a queda dos juros.
Recomendação atual: ACUMULAR. Nota 7,0/10. Atenção: a maior posição do fundo ( Nativa , ~9,7% do patrimônio) renegociou o pagamento duas vezes em menos de um ano e a cooperativa Cotribá entrou em recuperação judicial em abr/2026, afetando ~4,4% do fundo — os dois seguem com garantias, mas exigem monitoramento. O EGAF11…
Nossa leitura atual do EGAF11 é “ACUMULAR”. Nota 7,0/10. Avalie conforme seu perfil de risco e os pontos de atenção listados acima.
Os principais pontos de atenção do Ecoagro I Fiagro - Responsabilidade Limitada incluem: Nativa (9,69% PL, maior posição) — dois ajustes de fluxo em <1 ano; resultado da assembleia de 29/06 pendente; Taxa total elevada — 1,2% adm + performance de 10%; Alavancagem via compromissada reversa — carteira a 108,8% do PL; Dependência de CDI em ciclo de Selic em queda.
O EGAF11 é indicado para: Investidores que buscam renda mensal isenta de IR (PF) com risco de crédito baixo e bem garantido no agro de insumos Perfis que querem exposição ao agronegócio via crédito (CRA/FIDC) em vez de tijolo ou ações, com pulverização real (38,9 mil clientes subjacentes) Quem aceita taxas acima da média em troca de gestão especializada…