A cotação do VGIR11 é atualizada em tempo real durante o pregão da B3. O último fechamento registrado foi de R$ 9,83 em 10 de julho de 2026. O valor patrimonial da cota (VP/cota) é de R$ 9,79, apurado em maio de 2026, resultando num P/VP de 1,004 — praticamente na paridade. O fundo negocia sem desconto expressivo, o que reflete uma precificação equilibrada pelo mercado para um FII CDI+ de PL R$ 1,41 bilhão com DY de 15,9%.
O patrimônio líquido total é de R$ 1,41 bilhão, distribuído entre aproximadamente 144 milhões de cotas (fruto do desdobramento 1:10 realizado em setembro de 2022). O fundo conta com 266.512 cotistas, um dos maiores bases de cotistas entre os FIIs de papel, o que contribui para a liquidez diária de R$ 4 a 6 milhões.
O VGIR11 (Valora CRI CDI) é um fundo de investimento imobiliário do segmento de papel, especializado em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao CDI. Foi lançado em agosto de 2018 sob o nome Valora RE III e renomeado para Valora CRI CDI em junho de 2025, refletindo com mais precisão a estratégia do fundo.
O mecanismo é direto: o fundo capta recursos de cotistas na B3 e os aplica em CRIs — títulos de renda fixa lastreados em operações imobiliárias (financiamento residencial, escritórios, galpões, shoppings). Como 99,4% dos CRIs são indexados ao CDI+, os rendimentos distribuídos mensalmente acompanham o comportamento dos juros básicos da economia. Quando a Selic sobe, o DPS sobe; quando a Selic cai, o DPS cai — de forma quase direta.
A grande diferença do VGIR11 em relação a concorrentes como o KNCR11 está no modelo de originação: a Valora estrutura suas próprias operações (via ICVM 476 e 160), controlando o desenho do CRI desde a originação. Isso permite capturar spreads superiores — o yield bruto de carregamento da carteira é de CDI+4,78% ao ano — mas significa que a quase totalidade dos CRIs não tem rating de agência externa, já que são operações de esforços restritos.
A carteira do VGIR11 é composta por 56 CRIs que representam 93,8% do PL. Os R$ 87,5 milhões restantes (6,2%) estão em fundos de renda fixa como caixa operacional — reserva para pagamento de rendimentos e despesas. A duration média da carteira é de 1,8 anos, significativamente menor do que os FIIs de papel IPCA+ (que costumam ter duration de 3 a 5 anos). Isso facilita a reciclagem da carteira: CRIs vencem com maior frequência, permitindo reinvestir em novos papéis com spreads ajustados ao momento do mercado.
Em termos de composição setorial, o setor residencial domina com 86% do PL. Os principais devedores são incorporadoras mid-cap com atuação em São Paulo e Rio de Janeiro. A Helbor S.A. (B3: HBOR3) é o maior devedor individual, com 7 CRIs somando aproximadamente 29% do PL. A Tecnisa S.A. vem em seguida, com 3 CRIs classificados A- pela S&P representando cerca de 17,5% do PL — as únicas posições com rating externo na carteira.
A Valora Gestão de Investimentos é uma gestora independente especializada em crédito imobiliário, com registro CVM desde 2007 (nº 9.620) e mais de 18 anos de atuação. Além do VGIR11, gere o irmão VGIP11 (papel IPCA), o que reforça a especialização no segmento de recebíveis imobiliários. O diferencial estratégico é a originação própria: a Valora monta suas operações do zero, em vez de apenas comprar CRIs já estruturados por terceiros no mercado secundário.
A estrutura de taxas é composta por 0,20% a.a. de administração e 0,80% a.a. de gestão, totalizando 1,00% a.a. fixo. A isso se soma uma taxa de performance de 20% sobre o resultado que exceder o CDI no semestre, com marca d'água, paga em janeiro e julho. A presença de performance é um diferenciador: o cotista paga mais quando o fundo supera o benchmark, mas tem proteção pela marca d'água — não paga performance sobre rendimento que já pagou antes.
O histórico de preços do VGIR11 precisa ser interpretado considerando o desdobramento 1:10 realizado em setembro de 2022: cada cota que valia cerca de R$ 100 passou a ser negociada a R$ 10, multiplicando o número de cotas por 10 sem alterar o valor patrimonial. Ajustado por esse evento, os dados históricos mostram:
O perfil de volatilidade do VGIR11 é característico dos FIIs CDI+: a cota patrimonial mantém-se estável entre R$ 9,60 e R$ 9,82 (por ser um fundo de papel com marcação predominantemente em curva), enquanto o preço de mercado oscila em função da percepção de risco de crédito e da demanda por FIIs de renda alta. Nos momentos de pânico (como março de 2020 e outubro de 2022), o desconto pode chegar a 20-25% do VP; nos momentos de euforia, pode negociar com pequeno prêmio. A cotação atual próxima da paridade (P/VP 1,00) indica equilíbrio de forças. Para análise completa e dividendos históricos, navegue pelas seções dedicadas do fundo.
A cotação do VGIR11 é atualizada em tempo real durante o pregão da B3. O último fechamento foi de R$ 9,83 (10/07/2026). O valor patrimonial da cota é R$ 9,79, representando P/VP de 1,00 — praticamente na paridade.
Com P/VP de 1,00, o VGIR11 negocia na paridade patrimonial — nem caro, nem com desconto relevante. Isso é normal para FIIs CDI+ em ambiente de Selic alta, quando a demanda por renda elevada mantém os preços sustentados.
VGIR11 é o Valora CRI CDI, um fundo imobiliário de papel que investe em CRIs indexados ao CDI. Criado em 2018 como Valora RE III e renomeado em 2025, é gerido pela Valora Gestão de Investimentos com estratégia de originação própria.
A Valora Gestão de Investimentos, gestora independente especializada em crédito imobiliário desde 2007 (CVM nº 9.620). Também gere o VGIP11, fundo irmão com carteira indexada ao IPCA.
Sim. Ajustado pelo desdobramento 1:10 de setembro de 2022, a máxima histórica foi R$ 12,72 em dezembro de 2019. A mínima histórica foi R$ 7,36 em março de 2020, no pânico da pandemia. A cotação atual de R$ 9,83 está próxima da paridade patrimonial (R$ 9,79).