O RBVA11 (Rio Bravo Renda Varejo FII) é negociado na B3 com cotação atualizada em tempo real durante o pregão, conforme exibido no painel acima. O preço de referência mais recente é de R$ 9,01 por cota (1/jul/2026). O valor patrimonial (VP) por cota é de R$ 10,65, resultando em P/VP de 0,84 — desconto de 16% sobre o valor contábil dos imóveis. O patrimônio líquido total é de R$ 1,66 bilhão, com 92.652 cotistas registrados.
Nos últimos 12 meses, a cota oscilou entre mínima de R$ 7,70 (fevereiro de 2025, após o desdobramento 1:10 de mai/2025) e máxima de R$ 10,22. O histórico mais longo, ajustado pelos desdobramentos, mostra que a cota chegou ao equivalente de R$ 12,68 em 2019. Atenção: quem busca a cotação histórica do RBVA11 deve considerar que o fundo realizou dois desdobramentos de cotas 1:10 (em jun/2019 e mai/2025) — plataformas que não ajustam esse histórico mostram dados incompatíveis.
O RBVA11 é um Fundo de Investimento Imobiliário de tijolo (não é fundo de papel), com foco em varejo de rua e renda urbana. Em termos simples: o fundo compra imóveis comerciais em localizações consolidadas (agências bancárias, lojas de varejo, supermercados, universidades, clínicas) e os aluga para empresas por contratos de médio a longo prazo. Os aluguéis geram a receita que é distribuída mensalmente aos cotistas.
Originalmente constituído em novembro de 2012 como Fundo Santander Agências (sale-and-leaseback das agências do banco espanhol), o RBVA11 passou por gestão ativa da Rio Bravo a partir de maio de 2018 e se transformou radicalmente. Hoje conta com 74 imóveis em 8 estados brasileiros, distribuídos em 14 tipos de uso diferentes: atacarejo, supermercado premium, educação superior, varejo strip de vias AAA, agências bancárias, clínica/saúde, food hall, auto e outros. Os maiores locatários são Caixa Econômica Federal (19 agências, ~21% da receita), GPA/Pão de Açúcar (8 imóveis, ~17%), Cogna/Kroton (6 imóveis, ~13%) e Santander (5 imóveis, ~10%).
Um destaque é a recente diversificação além das agências bancárias: Assaí Atacadista com duas megalojas (São José dos Campos e Guarulhos), Portobello com flagship store premium na Av. Gabriel Monteiro da Silva/SP (BTS atípico de 20 anos), e Ultra Academia com contratos de 20 anos na Av. Paulista 436 e Av. Duque de Caxias. Essas entradas refletem a estratégia de longo prazo da Rio Bravo de migrar do legado bancário para varejo e serviços de alta demanda urbana.
Em maio de 2026, o RBVA11 possui 74 imóveis com 305.391 m² de ABL. A concentração geográfica é no Sudeste (87% da receita), com foco em São Paulo e Rio de Janeiro. Os imóveis de maior valor contábil incluem o Assaí São José dos Campos (R$ 121,2 mi), Assaí Guarulhos (R$ 111,3 mi), Centauro Av. Paulista 1.227 (R$ 108,9 mi — imóvel AAA com contrato até 2041!) e Cogna Betim/MG (R$ 98,9 mi). A SPE do Portobello Av. Gabriel Monteiro, estruturada como cotista sênior do FII SPGM com retorno de IPCA+9%, representa cerca de 12% do PL (R$ 195,7 mi contábil).
A vacância física em mai/2026 é de 6,5% (12 imóveis vagos). Entre os imóveis vazios mais relevantes estão Av. Paulista 436 (Ultra Academia com contrato assinado, em obras) e alguns imóveis em regiões do Rio de Janeiro (Centro/Candelária/Ouvidor). A gestão Rio Bravo tem propostas em negociação avançada para Recife e Fortaleza, e a tendência é de redução gradual da vacância ao longo de 2026. O WAULT ponderado é de 6,5 anos, refletindo visibilidade de receita até meados de 2032.
A alavancagem do RBVA11 é de 10,74% do PL via três CRIs: CRI RBVA (saldo R$ 159 mi, amortização mensal até 2035), CRI Santo André (saldo R$ 5,9 mi, vence jul/2027) e CRI SBC (saldo R$ 12,3 mi, vence nov/2027). A estrutura é casada com os aluguéis do GPA (mesmo indexador IPCA), mitigando o risco de descasamento. O LTV de 10,74% é moderado para o segmento.
A Rio Bravo Investimentos é gestora independente brasileira fundada em 1999, com CEO Paulo Bilyk à frente desde o início. Gerencia o RBVA11, RCRB11, RBRS11, TRBL11, RBHY11 e RBHG11, entre outros. No RBVA11, a Rio Bravo tornou-se gestora ativa em maio de 2018 e em 7 anos executou a transformação de fundo monoinquilino bancário para portfólio diversificado de varejo urbano — incluindo 30 alienações com R$ 95,8 mi de lucro acumulado e 6 emissões de cotas. A transparência da gestora é um diferencial: webcasts trimestrais com perguntas da comunidade, relatórios gerenciais mensais detalhados de 30+ páginas e RI ativo nas plataformas.
A taxa de administração e gestão combinada é de 0,651% ao ano sobre o valor de mercado (mínimo mensal de R$ 64.170, reajustado pelo IGP-M). Não há taxa de performance. Os CRIs impõem custo adicional de IPCA+4,48% a 6,00% ao ano sobre o saldo devedor — tudo estruturado de forma casada com os aluguéis do GPA. O administrador e escriturador é o Banco Itaú.
Para rendimentos detalhados do RBVA11, veja a seção de dividendos. Para análise de risco e veredicto de investimento, confira a análise completa do RBVA11.
O RBVA11 é fundo de tijolo (imóveis físicos). Investe em imóveis de varejo de rua, educação, atacarejo, agências bancárias e outros formatos de renda urbana. Não é fundo de papel (CRI, LCI, LCA).
O RBVA11 possui 74 imóveis em 8 estados brasileiros, com 305.391 m² de ABL e 28 locatários em 14 setores diferentes. A concentração geográfica é no Sudeste (87% da receita).
O VP/cota do RBVA11 é de R$ 10,65 (abr/2026). A cotação de R$ 9,01 representa P/VP de 0,84 — desconto de 16% sobre o valor contábil dos imóveis.
Sim, dois desdobramentos 1:10: o primeiro em junho de 2019 e o segundo em maio de 2025. Após esses eventos, a cota passou de ~R$ 1.200 para ~R$ 9. O patrimônio não mudou — apenas a base de cotas.
A gestão ativa é da Rio Bravo Investimentos (desde mai/2018). O administrador e escriturador é o Banco Itaú. A taxa total é de 0,651% ao ano sobre o valor de mercado, sem taxa de performance.