OIAG11 vale a pena? Análise do Ourinvest Innovation – FIAGRO Responsabilidade Limitada

Recomendação: NEUTRO COM RISCO ALTO · Nota 5,2/10

Análise e recomendação

O OIAG11 é um FIAGRO de papel de pequeno porte gerido pela FAR – Fator Administração de Recursos, com patrimônio líquido de R$ 88,3 milhões (jun/2026) e estratégia híbrida: CRAs diretos, o CRI De Santi e, principalmente, cotas de outros Fiagros de direitos creditórios do agronegócio (62% do PL em jun/26). O dividend yield de 17,1% em 12 meses e a carteira alocada a CDI + 3,26% a.a. mantêm a atratividade para quem busca carrego em crédito agro isento de IR para pessoa física.

Em junho de 2026, grandes amortizações de ativos (~R$ 13,4 MM de Soyagro, Ponto Rural Mz e Spaço Agrícola) elevaram o caixa para 23,6% do PL, temporariamente pressionando o resultado. O resultado por cota caiu de R$ 0,124 para R$ 0,108 — abaixo do provento distribuído de R$ 0,115, consumindo R$ 0,007 da reserva acumulada (agora em R$ 0,146/cota). Também vale observar que a taxa de gestão dobrou em junho (R$ 80k vs R$ 40k em maio) sem explicação no relatório. Os riscos já conhecidos persistem: o CRA Copagri (~1,2% do PL) continua em monitoramento ativo e a auditoria Grant Thornton mantém opinião com ressalva sobre 8,38% do PL.

Veredicto: NEUTRO COM RISCO ALTO — posição moderada (até 3-5% do bolso de FIIs/Fiagros), apenas para investidores de perfil moderado a arrojado que toleram baixa liquidez e risco de crédito no agro. A realocação do caixa elevado é o principal gatilho a acompanhar.

Tese de investimento

O OIAG11 representa uma tese de crédito privado pulverizado no agronegócio com estrutura híbrida — combina CRAs diretos (37% do PL), o CRI De Santi (6%) e, principalmente, cotas de outros Fiagros de direitos creditórios (49%). A carteira está alocada a CDI + 3,47% a.a., folga relevante sobre o benchmark do fundo (CDI + 2%), com duration curta de 22,6 meses. O posicionamento atual com P/VP de 0,84 e DY 12m de 15,5% precifica adequadamente o risco-retorno, com isenção de IR para a pessoa física.

O contraponto é o risco de crédito e de transparência: CRA Copagri vencido em dez/25 (impacto limitado a ~1,1% da carteira), opinião com ressalva do auditor sobre 8,38% do PL e a camada extra de investir em fundos que investem em DC. O desconto patrimonial de 16% e a distribuição em tendência de alta (R$ 0,10 → R$ 0,12) tornam a entrada atrativa para diversificação tática, mas a baixa liquidez (R$ 152 mil/dia) e o porte reduzido (~R$ 88 Mi) limitam o tamanho da posição. É um produto para diversificação tática, não posição central — recomendável limitar a 3-5% do bolso de FIIs/Fiagros.

Para quem é

  • Investidores de perfil moderado a arrojado que entendem riscos de crédito privado no agronegócio
  • Quem busca diversificação setorial em agro com DY elevado e isento de IR para PF
  • Investidores que aceitam liquidez reduzida em troca de carrego atrativo (carteira a CDI + 3,47%)
  • Quem aprecia oportunidades de desconto patrimonial (16% abaixo do VP) com distribuição em tendência de alta
  • Horizonte de médio/longo prazo com tolerância à baixa liquidez secundária e ao porte reduzido do fundo

Para quem não é

  • Investidores conservadores que priorizam preservação de capital acima de tudo
  • Quem exige total transparência sobre o lastro final (a camada de Fiagros de DC reduz a visibilidade)
  • Investidores que desconhecem o ciclo agrícola e a dinâmica de crédito do agro
  • Quem precisa de alta liquidez diária (volume de R$ 152 mil/dia limita a saída)
  • Quem não tolera ressalvas de auditoria nem eventos de crédito (CRA Copagri vencido)

Pontos de atenção e riscos

Caixa elevado (23,6% do PL) aguarda realocação

Em junho de 2026, amortizações de cerca de R$ 13,4 MM (Soyagro Mz integral, Ponto Rural Mz parcial, Spaço Agrícola parcial) reduziram a alocação em ativos de 91,2% para 76,4% do PL. O caixa saltou para ~R$ 20,9 MM (23,6% do PL). Enquanto não realocado, a carteira rende menos do que sua capacidade histórica — o resultado de R$ 0,108/cota em junho ficou abaixo do dividendo distribuído de R$ 0,115.

Taxa de Gestão dobrou em junho sem explicação

A despesa com taxa de gestão foi de R$ 80.131 em junho/26, contra R$ 40.089 em maio/26 — um salto de 100% que elevou as despesas totais de R$ 69k para R$ 111k. O relatório gerencial de junho não detalha a causa. Vale monitorar se trata de ajuste pontual de performance ou mudança de patamar.

CRA Copagri inadimplente / vencido em dez/25

O CRA Copagri (Processamento de Grãos, CDI + 5,5%, vcto nov/26, ~1,1% da carteira) está em acompanhamento ativo de gestão por risco de inadimplência. No balanço auditado de dez/2025, R$ 797 mil em CRA foram classificados como vencidos (0,91% do PL), provavelmente referentes à Copagri. O impacto direto é limitado pelo tamanho reduzido da posição, mas é o principal evento de crédito aberto da carteira e exige monitoramento das tratativas de recuperação.

Opinião com ressalva da auditoria (Grant Thornton)

As demonstrações financeiras de dez/2025 receberam opinião com ressalva da Grant Thornton porque o auditor não teve acesso às demonstrações financeiras auditadas dos Fiagros Soyagro e Florindo Agro (R$ 7.348 mil = 8,38% do PL), incorporados ao portfólio em dez/25. É um ponto de atenção sobre a verificabilidade de parte do PL, ainda que seja relativamente comum em fundos que investem em fundos menores sem obrigação de auditoria.

Concentração em Fiagros de DC (transparência reduzida)

Cerca de 49% do PL está alocado em cotas de outros Fiagros de direitos creditórios do agronegócio (Ponto Rural, Agriconnection, Fator Tarken, Fator Innovation, Soyagro, Florindo). Essa estrutura de fundo-de-fundos adiciona diversificação, mas cria uma camada extra entre o investidor e o lastro final, reduzindo a transparência sobre os devedores e garantias subjacentes, além de potencial dupla camada de custos.

Liquidez baixa (R$ 152 mil/dia)

A liquidez média diária de aproximadamente R$ 151.842 (set/25) é baixa. Posições mais relevantes podem afetar materialmente o preço da cota na entrada e na saída. Recomendável entrada parcelada e horizonte de médio/longo prazo. O volume negociado em set/25 foi de R$ 3,34 milhões no mês.

Fundo de pequeno porte (~R$ 88 Mi)

Com PL de cerca de R$ 88 milhões, o OIAG11 é um Fiagro de pequeno porte. O porte reduzido limita a diluição de custos fixos (mínimos de taxa de administração, gestão e custódia), a capacidade de pulverização adicional e o interesse de investidores institucionais, contribuindo para a baixa liquidez.

O OIAG11 é confiável?

Nossa leitura do OIAG11 hoje é NEUTRO COM RISCO ALTO, com nota 5,2/10. Essa nota não é do gestor nem do administrador: é a avaliação editorial do Rico aos Poucos, feita a partir dos documentos que o fundo publica na CVM. Abaixo está o que sustenta essa posição — e o que a contraria.

Ourinvest com caixa elevado (23,6% do PL) aguardando realocação, taxa de gestão que dobrou sem explicação em junho e opinião de auditoria com ressalva (Grant Thornton). Cerca de 49% do PL em Fiagros de DC reduz a transparência da carteira.

O OIAG11 é seguro?

Segurança em FII não é sim ou não — é o tamanho do risco que você aceita. O OIAG11 tem perfil de risco medio_alto. O que isso significa na prática:

ComponenteNível
Concentração2,8
Volatilidade do dividendo2,5
Liquidez4,0
Risco do ativo subjacente (crédito)3,8
Transparência / governança3,8
Porte / escala3,5

Conclusão

O OIAG11 encerra 2025 com patrimônio líquido de R$ 87,7 milhões (R$ 87.689 mil em dez/25), base de aproximadamente 13.314 cotistas e cota negociada com cerca de 16% de desconto sobre o valor patrimonial de R$ 9,82. O resultado líquido de 2025 foi de R$ 11,658 milhões (R$ 1,29/cota), acima dos R$ 11,401 milhões (R$ 1,26/cota) de 2024, e a distribuição do ano somou R$ 12,984 milhões (R$ 1,44/cota), superior aos R$ 10,839 milhões distribuídos em 2024. A reserva acumulada de R$ 0,134/cota oferece colchão adicional.

Tecnicamente, o portfólio combina três camadas: CRAs adquiridos diretamente (37% do PL), o CRI De Santi (6% do PL, com alienação fiduciária de imóvel a 135% e demais garantias) e cotas de Fiagros de direitos creditórios do agronegócio (49% do PL — Ponto Rural, Agriconnection, Fator Tarken, Fator Innovation, além de Soyagro e Florindo incorporados em dez/25). A carteira está alocada a CDI + 3,47% a.a. com duration de 22,64 meses, distribuída por setores do agro (sucroenergético 14,5%, produtor rural, cooperativas, fertilizantes, sementes e têxtil). Os eventos abertos — o CRA Copagri vencido (~1,1% do PL, R$ 797 mil classificados como vencidos no balanço) e a opinião com ressalva da Grant Thornton sobre 8,38% do PL — são os principais pontos de atenção.

Em projeção, a folga de spread da carteira (CDI + 3,47% vs benchmark CDI + 2%) sustenta a tendência de alta da distribuição vista em 2025 (de R$ 0,10 para R$ 0,12/cota) e gera potencial de taxa de performance positiva na apuração semestral. A continuidade de eventual queda da Selic reduziria o resultado nominal, já que a carteira é integralmente indexada ao CDI, mas o desconto de 16% sobre o VP e o DY de 15,5% isento de IR para a pessoa física sustentam a atratividade relativa. A baixa liquidez (R$ 152 mil/dia) e o porte reduzido (~R$ 88 Mi) recomendam posição moderada e entrada parcelada.

Perguntas frequentes

O OIAG11 é bom? Vale a pena investir?

Recomendação atual: NEUTRO COM RISCO ALTO. Nota 5,2/10. O OIAG11 é um FIAGRO de papel de pequeno porte gerido pela FAR – Fator Administração de Recursos , com patrimônio líquido de R$ 88,3 milhões (jun/2026) e estratégia híbrida: CRAs diretos, o CRI De Santi e, principalmente, cotas de outros Fiagros de direitos creditórios do…

OIAG11: comprar ou vender?

Nossa leitura atual do OIAG11 é “NEUTRO COM RISCO ALTO”. Nota 5,2/10. Avalie conforme seu perfil de risco e os pontos de atenção listados acima.

Quais são os riscos do OIAG11?

Os principais pontos de atenção do Ourinvest Innovation – FIAGRO Responsabilidade Limitada incluem: Caixa elevado (23,6% do PL) aguarda realocação; Taxa de Gestão dobrou em junho sem explicação; CRA Copagri inadimplente / vencido em dez/25; Opinião com ressalva da auditoria (Grant Thornton).

Para quem o OIAG11 é indicado?

O OIAG11 é indicado para: Investidores de perfil moderado a arrojado que entendem riscos de crédito privado no agronegócio Quem busca diversificação setorial em agro com DY elevado e isento de IR para PF Investidores que aceitam liquidez reduzida em troca de carrego atrativo (carteira a CDI + 3,47%)