Recomendação: MANTER · Nota 5,5/10
Em 16/06/2026, o Relatório Gerencial de Maio (doc 1222102, com o Relatório Trimestral 1T26 em anexo) traz um retrato com duas faces. Do lado positivo, a gestora estabilizou o DPS em R$ 0,91 e o confirmou para todo o segundo trimestre (abril pago em 15/05, maio em 15/06 e junho anunciado para 14/07), e lançou o Livus Oratório — 190 unidades, VGV acima de R$ 61 Mi, na Vila Prudente (SP), com financiamento MCMV via Caixa e bom desempenho de vendas já no primeiro mês. É o 1º de 3 lançamentos Livus previstos para 2026 e eleva o portfólio para 35 ativos, com landbank de R$ 1,149 Bi VGV.
Do lado negativo, a cotação seguiu cedendo: a R$ 47,00, o P/VP caiu para 0,49 (VP/cota de R$ 96,60), um desconto recorde de 51,3%, com a cota acumulando -34,5% no ano. O DY de 23,17% é alto, mas reflete preço deprimido. O DPS anualizado de R$ 10,92 segue ~17% abaixo do guidance histórico de R$ 13,15, e o 1T26 detalhou as duas razões do corte: o adiamento das receitas da SPE Consórcio Cortel SP (obras do Santo Amaro concluídas mas sem vistoria da Prefeitura; receita só em 2027; Araçá aprovado apenas em abril) e o reajuste acima de 30% em materiais derivados de petróleo. O fluxo da SPE Cortel em 2026 é NEGATIVO (-R$ 10,17 Mi), exigindo aportes ao longo do ano.
Na frente do MCEM11, a AGE que votou o tombamento compulsório de 100% das cotas do MCEM11 para o balcão B3 aconteceu em 08/06/2026. Até 16/06/2026 não há documento de resultado disponível no FundosNET do MFII11 (a divulgação cabe ao MCEM11), mas a probabilidade de aprovação é alta diante do contexto — DFs 2025 rejeitadas com 84,77% e 8ª emissão captando só 8,95% com apenas 2 compradores institucionais. Se confirmado, a posição de R$ 149,9 Mi (22,75% do PL) perde formador de mercado e liquidez de saída, ampliando o risco de impairment.
Decisão: MANTER com nota 5,5. O lançamento do Livus Oratório, a estabilização do DPS e o desconto patrimonial cada vez mais largo (P/VP 0,49) são positivos para a tese core de MCMV, mas são equilibrados pelo provável tombamento do MCEM11, pela cotação ainda em queda e pela necessidade de aportes na SPE Cortel em 2026. Quem já tem posição e acredita na execução pode manter; quem prioriza previsibilidade ou tese sem ruído de governança deve aguardar o desfecho do MCEM11.
Recomendação atual: MANTER. Nota 5,5/10. Em 16/06/2026, o Relatório Gerencial de Maio (doc 1222102, com o Relatório Trimestral 1T26 em anexo) traz um retrato com duas faces. Do lado positivo, a gestora estabilizou o DPS em R$ 0,91 e o confirmou para todo o segundo trimestre (abril pago em 15/05, maio em 15/06 e junho…
Nossa leitura atual do MFII11 é “MANTER”. Nota 5,5/10. Avalie conforme seu perfil de risco e os pontos de atenção listados acima.
Os principais pontos de atenção do Mérito Desenvolvimento Imobiliário I FII incluem: Livus Oratório lançado — 1º dos 3 lançamentos Livus de 2026 com boa tração de vendas; SPE Consórcio Cortel SP com fluxo NEGATIVO de -R$ 10,17 Mi em 2026 — exigirá aportes; 8ª emissão MCEM11 captou apenas 8,9% do máximo — mercado boicota o ativo; Tombamento compulsório do MCEM11 votado em 08/06/2026 — resultado pendente, aprovação provável.