JMBI11 — JiveMauá Bossanova FIC FI-Infra
JIVEMAUÁ BOSSANOVA F. DE IN. EM C. DE F. INC. — Fundo de Investimento em Cotas de Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura (Lei 12.431/2011) gerido pela JiveMauá Asset Management, série Bossanova, focado em debêntures incentivadas de infraestrutura brasileira com perfil de carrego mais agressivo.
Recomendação: ACUMULAR · Nota 6,7/10 · Cotação R$ 88,05 · P/VP 0,86 · DY 12m 16,57%
Análise e recomendação
O JMBI11 é o FI-Infra de R$ 446 Mi da JiveMauá Asset Management, série Bossanova, estruturado como FIC (fundo de cotas) que investe em fundos incentivados de infraestrutura brasileira. A tese central é a mesma de todos os FI-Infras: isenção de IR para PF via Lei 12.431/2011. O diferencial agressivo: DY de 16,57% — o mais alto entre todos os FI-Infras (CPTI11 14,33%, BDIF11 13,06%, JURO11 11,92%) — combinado com P/VP de 0,86 (14% de desconto patrimonial). A contrapartida é risco superior: fundo pequeno (R$ 446 Mi, o menor do peer set), liquidez baixa (R$ 951k/dia), volatilidade 12M de 16,49% (quase o dobro do JURO11) e histórico curto (IPO nov/2024 — apenas 1,5 ciclos observados). O 1º semestre de operação foi adverso (-10% em 2024 + Jan/25 -16,88%), mas o fundo se recuperou e entregou retorno 12M de 24,86% com Sharpe 0,62. Posicionamento: JMBI11 é a aposta mais agressiva do peer FI-Infra — alto DY + alto desconto + alta volatilidade. Recomendação: ACUMULAR para investidor PF que aceita maior risco em troca de maior carrego, com peso máximo de 2-3% da carteira pela baixa liquidez.
Tese de investimento
O JMBI11 é o veículo mais agressivo de carrego entre os FI-Infras pares — DY de 16,57% (o maior do segmento) + P/VP 0,86 (14% de desconto) ancorados em FIC de debêntures incentivadas multi-setor da JiveMauá série Bossanova. A tese estrutural é a mesma de todos os FI-Infras: isenção de IR via Lei 12.431/2011 + spread de crédito privado de infra (IPCA+ ~8-10% médio estimado). O preço a pagar pelo yield superior: volatilidade 12M de 16,49% (quase 2x JURO11), liquidez baixa (R$ 951k/dia, menor do peer), histórico curto (IPO nov/2024 — apenas 1,5 ciclo observado) e gestora menos consolidada institucionalmente. Em ciclo esperado de queda da Selic em 2026-2027, JMBI11 ganha duplo: marcação positiva das debêntures longas (duration estimada ≥5 anos) + DPS sustentado pelo carrego já contratado. Posicionamento na hierarquia FI-Infra: JMBI11 é a aposta agressiva — maior DY + maior desconto + maior risco. Para quem busca carrego máximo e aceita volatilidade.Para quem é
- Investidor PF que busca o MAIOR DY isento do peer FI-Infra (16,57% líquido equivale a ~20% bruto via CDB)
- Perfil moderado-arrojado que aceita volatilidade de ~16% a.a. na cota em troca de yield superior
- Quem já tem posição em FI-Infra defensivo (JURO11, BDIF11 ou KDIF11) e quer complementar com aposta agressiva (2-3% adicional)
- Investidor que aposta em queda da Selic em 2026-2027 — duration alta amplifica marcação positiva
- Cotista de longo prazo (≥3 anos) que entende ciclo Selic → MtM e está disposto a aguentar oscilações como a de jan/2025 (-16,88%)
- Investidor com posições típicas de PF (R$ 10-100k) — liquidez baixa limita escala para institucionais
Para quem não é
- Quem está montando primeira posição em FI-Infra — JURO11 ou KDIF11 são entradas mais defensivas
- Quem precisa de cota com baixíssima volatilidade (Tesouro Selic ou CDB DI são opções)
- Investidor que confunde FI-Infra com FII de tijolo — dinâmica é diferente, pode frustrar
- Quem tem posições > R$ 200k — liquidez baixa (R$ 951k/dia) limita escalabilidade
- Perfil que não tolera meses com queda de cota de 5-10% (jan/2025 foi -16,88%)
- Quem prioriza track record longo — JMBI11 nasceu nov/2024, sem ciclo completo validado
- Investidor que exige composição ativo-a-ativo publicada — JiveMauá não disponibiliza em fontes abertas
Pontos de atenção e riscos
Volatilidade excepcionalmente alta para FI-Infra (16,49% em 12M)
A volatilidade de cota de 16,49% nos últimos 12 meses é quase o dobro da de JURO11 (9,21%) e bem acima do padrão do segmento (típico 8-12%). Indica carteira com maior risco de duração (papéis mais longos), exposição a high-yield ou alavancagem indireta via FIC. Em jan/2025 a cota caiu -16,88% em um único mês — investidor que confundir com renda fixa tradicional se frustrará.Liquidez baixa (R$ 951k/dia) — sair de posições > R$ 200k pode levar vários dias
Volume médio diário de R$ 951,4 mil é o mais baixo do peer FI-Infra. JURO11 movimenta R$ 3,95 Mi/dia (4x mais), KDIF11 ~R$ 10 Mi/dia. Posição de R$ 100k sai em 1 dia, R$ 500k leva ~3 dias, R$ 1M leva ~5 dias úteis sem mover preço. Pra PF típico (R$ 10-50k) não é problema, mas limita escala.Histórico curto — IPO em nov/dez 2024, apenas 1,5 ciclos de mercado observados
JMBI11 começou a operar em nov/dez 2024 em período adverso (Selic subindo) e fechou 2024 em -10%. Janeiro/2025 ainda foi negativo (-16,88%), mas o fundo se recuperou e entregou 13,75% em 2025 e 9,05% YTD em 2026. Falta histórico para validar consistência através de múltiplos ciclos — não é possível avaliar comportamento em crise prolongada de crédito ou em ciclo completo de Selic.DPS volátil — oscilou entre R$ 1,09 e R$ 1,34 nos últimos 5 meses
DPS observado: Dez/25 R$ 1,34 / Jan/26 R$ 1,28 / Fev/26 R$ 1,09 / Mar/26 R$ 1,33 / Abr/26 R$ 1,20. Coeficiente de variação estimado em ~10% — volatilidade inter-mês alta para FI-Infra (JURO11 manteve R$ 1,00 por 14 meses consecutivos). Não há previsibilidade mensal — investidor de renda passiva tem que olhar média anualizada.JiveMauá menos conhecida no segmento que Sparta/Kinea/BTG
JiveMauá Asset Management é gestora boutique com foco em crédito privado e ativos alternativos, fundada em São Paulo. Tem reputação respeitada no nicho, mas AUM total e visibilidade institucional inferior aos players de FI-Infra estabelecidos: Sparta (JURO11), Kinea (KDIF11), BTG (BDIF11), Itaú (IFRA11), Capitânia (CPTI11). Track record específico da série Bossanova é curto (~1,5 ano).Composição ativo-a-ativo e estrutura FIC não publicadas em fontes abertas
JiveMauá não disponibiliza relatório gerencial detalhado nos portais públicos consultados. Sendo FIC (fundo de cotas), pode investir em outros FI-Infras — composição entre debêntures diretas e cotas de fundos não foi possível confirmar. Lista de top emissores, duration média e spread médio são estimativas. Cotista PF depende inteiramente da reputação da gestão para monitoramento de crédito.Spreads de debêntures incentivadas comprimidos em 2026 pressionam DPS futuro
Excesso de demanda em 2025-2026 derrubou spreads médios de debêntures AAA incentivadas em ~30 bps — alguns leilões saem com prêmio negativo vs NTN-B equivalente. Quando JMBI11 substituir papéis vencidos/amortizados, novas alocações virão com carrego menor. Como a tese do fundo é alto carrego, o impacto é mais sensível que em peers de yield moderado.Risco regulatório Lei 12.431 — extinção da isenção fiscal é tema recorrente
A isenção de IR via Lei 12.431/2011 é a viga estrutural da tese FI-Infra. Mudanças no marco fiscal (discutidas periodicamente no Congresso) que reduzam ou extingam a isenção tirariam parte central da atratividade — DPS líquido cairia ~17,5% imediatamente. Probabilidade baixa em 12m, mas vigiar em ano eleitoral 2026.Número de cotistas não publicado — base institucional/PF desconhecida
Investidor10, Funds Explorer e Status Invest não reportam contagem de cotistas para JMBI11 — fundo pequeno (R$ 446 Mi PL) pode ter base concentrada em poucos institucionais, o que amplificaria volatilidade em momentos de stress (saques grandes movem cota). Pulverização real só seria verificável via informe estruturado direto.
Sustentabilidade dos dividendos
FI-Infra distribui ≥95% do resultado caixa por exigência regulamentar. Payout próximo de 100% é estrutural. DPS médio de R$ 1,21/mês em 12m sustenta DY de 16,57% — o maior do peer set. Volatilidade inter-mês (R$ 1,09 a R$ 1,34) é alta para FI-Infra — JURO11 manteve R$ 1,00 por 14 meses consecutivos. Indica gestão dinâmica com realizações pontuais de MtM ou amortizações irregulares.
Sobre a gestora
A JiveMauá Asset Management é gestora boutique especializada em crédito privado, ativos alternativos e mercado secundário de debêntures incentivadas, fundada em São Paulo. A série 'Bossanova' é o produto FI-Infra da casa — nome que sugere perfil de retorno mais musical/agressivo dentro do espectro de fundos incentivados. Limitações observadas: AUM total e número de fundos sob gestão menor que Sparta/Kinea/BTG/Itaú, divulgação pública de relatório gerencial granular é inferior aos peers maiores, série Bossanova tem track record curto (IPO nov/dez 2024 — apenas ~1,5 ano). Pontos fortes: reputação no nicho de crédito privado, escolha técnica do benchmark IMA-B 5 (padrão da classe), capacidade demonstrada de entregar carrego acima da média (DY 16,57% — o maior do peer FI-Infra).Ver a análise completa da gestora JiveMauá Asset Management →