Recomendação: VENDA · Nota 3,0/10
O CARE11 está em processo de liquidação: em 03/08/2026, assembleia por consulta formal aprovou a elaboração de um Plano de Liquidação que definirá como e quando os recursos serão devolvidos aos cotistas. É um fundo de altíssimo risco com nicho único (setor death care) mas sem geração de rendimentos desde setembro de 2021 — quase cinco anos. A participação de 19,92% na Cortel Holding (R$ 157,6 Mi, ~63% do PL) é ilíquida, avaliada por laudo de companhia fechada e difícil de monetizar. Os jazigos do Cemitério do Morumby têm venda lenta. O prazo e o valor de resgate por cota dependem de como esses ativos ilíquidos serão realizados — sem garantia de que o cotista receberá acima do preço de mercado atual.
O CARE11 está em processo de liquidação: em 03/08/2026, cotistas aprovaram a elaboração de um Plano de Liquidação, iniciando o encerramento formal do fundo. A tese de destravamento de valor pela Cortel foi superada pelo evento de liquidação — o fundo não vai esperar pelo IPO/venda da Cortel de forma aberta; o processo é agora determinado pela forma como esses ativos serão liquidados.
Trata-se do único FII brasileiro focado no setor death care, com participação de 19,92% na Cortel Holding (16 cemitérios, 8 crematórios, 2 cremapet, planos funerários, em 6 estados). O fundo não distribui rendimentos desde setembro/2021 e negocia com ~56% de desconto sobre o VP (P/VP 0,44). O resultado de 2025 foi negativo em R$ 1,42 Mi e o 1T2026 manteve-se no vermelho. A troca de administrador (Trustee → Mérito DTVM) trouxe ruído de governança — atraso das DF auditadas e inconsistências de cotas/VP nos informes da nova gestão. A tese é essencialmente uma aposta no destravamento de valor da participação na Cortel (via IPO, venda estratégica ou início de distribuição de lucros) — evento de timing altamente incerto.
Nossa leitura do CARE11 hoje é VENDA, com nota 3,0/10. Essa nota não é do gestor nem do administrador: é a avaliação editorial do Rico aos Poucos, feita a partir dos documentos que o fundo publica na CVM. Abaixo está o que sustenta essa posição — e o que a contraria.
CARE em liquidação aprovada (ago/2026), sem dividendos há quase 5 anos e 63% do PL em participação ilíquida na Cortel. Encerramento em curso com valor de resgate incerto.
Segurança em FII não é sim ou não — é o tamanho do risco que você aceita. O CARE11 tem perfil de risco muito_alto. O que isso significa na prática:
| Componente | Nível |
|---|---|
| Concentração | 5,0 |
| Volatilidade do preço | 4,5 |
| Volatilidade do dividendo | 5,0 |
| Liquidez | 5,0 |
| Risco do ativo subjacente | 4,5 |
| Risco financeiro/governança | 4,5 |
O Plano de Liquidação ainda será elaborado e aprovado em nova consulta formal. Não há cronograma definido — o processo pode durar anos, com o cotista preso sem liquidez e sem distribuição de rendimentos no período.
~63% do PL é participação ilíquida na Cortel Holding (companhia fechada, laudo Nível 3). Em liquidação forçada, o desconto sobre o valor de laudo pode ser muito superior ao P/VP atual — o cotista pode receber menos do que o preço de mercado hoje.
Cotistas com mais de 50% das cotas detêm 99,74% do total. A Comissão de Cotistas eleita será consultiva (não deliberativa) — o controle efetivo do processo de liquidação permanece com administradora e gestora.
A troca conturbada de administrador (Trustee → Mérito) e a retenção de documentos pelo antigo administrador criam potencial para disputas jurídicas que podem atrasar e encarecer o processo de liquidação.
| Cenário | Descrição |
|---|---|
| favoravel | O Plano de Liquidação encontra comprador estratégico para a participação na Cortel a valor próximo ao laudo (ou a Cortel resolve o IPO no processo). Cotistas recebem valor por cota significativamente acima do preço de mercado atual. Cronograma de 2-3 anos. |
| favoravel | Jazigos do Morumby são vendidos em bloco/desconto; participação Cortel é alienada a desconto menor do que o temido. Cotistas recebem valor razoável em 3-5 anos. |
| desfavoravel | Ativos são difíceis de vender — Cortel não encontra comprador e é liquidada a preço de liquidação forçada; jazigos vendem em ritmo lento. Processo dura 5+ anos e o valor por cota recebido fica próximo ou abaixo do preço de mercado atual. |
| desfavoravel | DF auditadas de 2025 revelam ajuste no valor da Cortel, ou surgem disputas jurídicas com antigos administradores/gestora durante o processo de encerramento. Reduz o valor a ser distribuído. |
O CARE11 é o único FII do mercado brasileiro focado exclusivamente no setor death care. Sua principal posição — 19,92% da Cortel Holding (3.472.932 ações ON, R$ 157,55 Mi, ~63% do PL) — dá exposição indireta a 16 cemitérios, 8 crematórios, 2 cremapet, agências funerárias e administradoras de planos funerários em 6 estados. O Grupo Cortel é pioneiro e líder do setor, com ativos reais relevantes. Além disso, o fundo detém diretamente 3.080 jazigos no Cemitério do Morumby (R$ 70,1 Mi) e recebíveis da Cortel/venda de imóvel (R$ 17,9 Mi).
Entretanto, o fundo não distribui rendimentos desde setembro de 2021 (56+ meses) e os últimos proventos foram irrisórios (R$ 0,0017/cota). A participação na Cortel é completamente ilíquida — companhia fechada avaliada por laudo a valor justo (Nível 3), com o IPO mandatado à XP em 2021 cancelado pela conjuntura. O resultado do exercício de 2025 foi negativo em R$ 1,42 Mi (Informe Anual) e o 1º trimestre de 2026 seguiu no vermelho (-R$ 477 mil financeiro). A troca de administrador (Trustee → Mérito DTVM, data-base 11/07/2025) foi conturbada: a Mérito comunicou que o antigo administrador reteve documentos, atrasando a auditoria das DF de 2025, e os informes de 2026 apresentam inconsistências de cotas/VP (7,2 Mi cotas/R$ 34,49 vs 35,8 Mi cotas/R$ 6,94 da base de mercado). Em maio/2026, a B3 ainda questionou oscilação atípica das cotas.
Olhando para frente, a tese do CARE11 é uma aposta de paciência extrema no destravamento de valor da Cortel — via IPO, venda estratégica ou início de distribuição de lucros — sem timing visível. O setor death care tem fundamentos defensivos (envelhecimento populacional, consolidação), e o P/VP de 0,44 oferece upside teórico caso o valor se destrave. Mas o VP/cota de R$ 6,94 não deve ser lido ao pé da letra: ~63% dele é participação ilíquida que exigiria haircut severo em qualquer realização, e ~28% são jazigos de venda lenta. Com zero renda no caminho, governança em estabilização e liquidez crítica, o custo de oportunidade de esperar é alto. Para o investidor que não seja estritamente especulativo, há opções muito mais sólidas.
Recomendação atual: VENDA. Nota 3,0/10. O CARE11 está em processo de liquidação : em 03/08/2026, assembleia por consulta formal aprovou a elaboração de um Plano de Liquidação que definirá como e quando os recursos serão devolvidos aos cotistas. É um fundo de altíssimo risco com nicho único (setor death care) mas sem…
Nossa leitura atual do CARE11 é “VENDA”. Nota 3,0/10. Avalie conforme seu perfil de risco e os pontos de atenção listados acima.
Os principais pontos de atenção do Brazilian Graveyard & Death Care Services FII incluem: Plano de Liquidação aprovado — fundo em processo de encerramento; Sem dividendos desde set/2021 — quase 5 anos; 63% do PL em participação ilíquida na Cortel; Troca de administrador conturbada (Trustee → Mérito DTVM).
O CARE11 é indicado para: Investidores especulativos que apostam no destravamento de valor da Cortel Perfil arrojado que aceita ficar sem dividendos por tempo indeterminado Quem tem horizonte de muito longo prazo (5+ anos)